quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Férias, doces férias!








As tão esperadas férias chegaram e teimam em passar rápido demais.
São tantos os planos que faço para as férias, tudo que gostaria de fazer, de cozinhar, de ver, de viajar, de organizar, ... 

Mas me parece que como sempre, não conseguirei cumprir nem metade do planejado.



Quando eu era pequena, lembro das férias como meses que não acabavam mais. Tinha até rotina nas férias: acordava, tomava café da manhã, juntava mais umas três amigas e juntas íamos à praia com minha mãe, meu irmão, pranchas de surfe, bolas, cadeiras, .... Depois, todos voltavam para suas casas para almoçar e tomar banho. No início da tarde minha turminha da rua já estava reunida no portão, começávamos a primeira reunião para decidirmos as atividades do dia.






 


Quando os meninos estavam juntos,  as opções eram fazer trilha com piquenique, pescar peixe ou siri e sempre jogar WAR. Mas quando estávamos só em meninas, podíamos pular elástico, brincar de bambolê (ambas brincadeiras que eu sempre tentava fugir, porque era péssima), ir à sorveteria, brincar de cabeleireira ou cozinhar!!!









Estou contando sobre minha infância, porque estes dias tenho lembrado muito dela. Meus filhos logo no primeiro dia das férias vieram com aquela famosa conversa de "não tem nada para fazer", foi quando resolvi que este ano seria ainda mais especial. Não tive dúvidas, dei férias aos eletrônicos e resolvi reviver meus dias de praia quando tinha a idade deles.











 


Até agora já tivemos surfe, castelo na areia, pescaria, banho de cachoeira, futebol na praia, coleção de conchas, jogo de War e o melhor de tudo: cozinhamos juntos.











E foi nesta última atividade, que resgatei uma das minhas receitas secretas, que fazia muito sucesso entre minhas amigas quando eu tinha uns 10 anos de idade.





Num final de tarde, fomos então para a cozinha, prontos para muita diversão. Foi delicioso ver todos juntos, lambendo os dedos e atentos ao forno aguardando as delícias que fizeram ficarem prontas.

Nada mais gostoso do que compartilhar açúcar e amor com meus filhos. E que venha mais um ano de muitas receitas!











Biscoitinhos de Nata 
    
Ingredientes
-       1 xícara de açúcar
-       1 xícara de farinha de trigo
-       3 xícaras de amido de milho
-       1 xícara de creme de leite fresco
-       1 xícara de manteiga sem sal em temperatura ambiente
-       açúcar de confeiteiro para polvilhar


Preparo



Pré-aqueça o forno em 200ºC.




Misture o açúcar, a farinha de trigo e o amido de milho numa tigela. 


Acrescente a manteiga e o creme de leite fresco. 


 Misture tudo com as mãos. 


 


Quando a massa estiver uniforme, faça tiras finas e corte em pedaços de um centímetro.




 
 


 Coloque numa assadeira untada com manteiga e polvilhada com farinha de trigo ou forre a assadeira com papel manteiga ou silpat. Asse por aproximadamente 15 minutos ou até começar a dourar o fundo. Ainda quente polvilhe com açúcar de confeiteiro.






terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Que venha 2014, com novos sabores e muitas receitas!








O ano de 2013 acaba hoje com aquele sentimento delicioso de missão cumprida. Foi um ano abençoado, onde muitos dos meus sonhos foram realizados e belas surpresas aconteceram. Um ano para agradecer.




Com a correria dos últimos meses, acabei abandonando um pouco meu blog e as postagens foram desaparecendo. Em 2014 isto não poderá se repetir, pois amo escrever. Sempre fico imaginando que estou conversando com alguém e contando minhas histórias.


Então para a última postagem do ano, vou contar meu "Ritual das Ostras", uma experiência que acontece uma vez ao ano, durante os últimos oito anos.






O lugar é Santo Antônio de Lisboa, uma das várias praias da ilha de Florianópolis. Originalmente chamada de Nossa Senhora das Necessidades de Praia Comprida, foi uma das primeiras comunidades fundadas por imigrantes açorianos. 







Seu patrimônio histórico conta com os casarios antigos, a Igreja Nossa Senhora das Necessidades, o Engenho Andrade, o antigo Posto da Alfândega, a 1ª rua calçada do estado de Santa Catarina e a fachada da casa onde se hospedou D. Pedro II na Praça Roldão da Rocha Pires. Um lugar que parece ter parado no tempo,  transmitindo uma paz indescritível com sua beleza natural.





Esta praia não é famosa pela criação que abastece o Brasil inteiro com suas ostras, como Ribeirão da Ilha e Naufragados, mas possui produção suficiente para alimentar apaixonados por ostras como eu, meu marido e meu grande e querido amigo Vero. 







É com estes parceiros que todos os anos vou a Florianópolis saciar minha vontade de ostras. Ostras frescas mesmo, recém saídas do mar.








Os grandes conhecedores podem estar pensando, mas comer ostras em dezembro está longe de ser a melhor época, pois no verão elas ficam menores e menos saborosas, devido ao aquecimento das águas que estimula a desova. Sei disso, mas não abro mão deste programa e as minhas ostras estavam divinas, perfeitas, firmes  e com aquele sabor inigualável de mar. 







Para minha tristeza ou temor que a idades esteja afetando nosso apetite, comemos apenas sete dúzias e nos demos por satisfeitos.  Uma pena. Mas ano que vem voltaremos, na mesma época e que Deus nos proteja e nos garanta um apetite maior.




Desejo à todos um 2014 maravilhoso, recheado de belas receitas e histórias.






















quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Peru 4: enfim "El Viaje"



               Falar de Gastón Acurio é sempre uma honra. Um homem que soube como ninguém unir a gastronomia, ou melhor, a cultura alimentar de um país com a preocupação social na busca pela melhora da qualidade de vida de seu povo.  Gastón poderia ter sido apenas mais um grande chef, mas foi além e se tornou um revolucionário, um transformador, um visionário. Ensinou seu país a valorizar a riqueza da sua terra e o mundo inteiro a apreciar as iguarias peruanas. 

               Além de seus vários restaurantes, quase 50,  ele também possui uma escola de cozinha na periferia de Lima, o Instituto de Cozinha Pachacútec, para jovens carentes. 

         Definitivamente ele não veio a este mundo à passeio! 

               Agora vamos ao meu último jantar em Lima, no melhor restaurante da América Latina, segundo a famosa lista dos 50 melhores, e o primeiro restaurante de Gastón, o Astrid y Gastón. Quando a expectativa é muito alta, às vezes podemos nos decepcionar e infelizmente foi o que aconteceu comigo. O menu escolhido se chama "El Viaje", que é composto de 24 pratos que contam a viagem de um italiano da Ligúria rumo ao Peru nos anos 30. Assim que chegamos ao restaurante recebemos uma pasta de couro, com vários elementos para nos transportar para esta "viagem": fotos, Cd's, uma carta e um guia deste percurso. O menu é dividido em quatro partes: La partida, La Travesía, La Integración e por último El Triunfo. Um material realmente muito impressionante, muito bem feito e belíssimo. 

                Mas, no meio da minha viagem, alguns problemas ocorreram que não permitiam que eu entrasse naquela fantasia. O primeiro deles foi a iluminação do lugar, o restaurante é muito claro e nossa mesa era exatamente em frente à mesa de apoio dos garçons. Então eu acompanhei ao longo das quase quatro horas em que estive ali, ruídos de pratos, garçons atrapalhados com as mesas, um serviço lento e desatento (por várias vezes tivemos que solicitar para sermos servidos dos vinhos). E por estar sentada em frente ao local onde todos os pratos eram colocados antes de serem servidos nas mesas, acabei perdendo o elemento "surpresa" que tanto encanta, num jantar "show" como este.

              Abaixo vou mostrar tudo que foi servido neste menu.  Alguns pratos muito bons, alguns nem tanto, mas certamente nenhum marcante. Valeu ter experimentado esta viagem, ver o trabalho de montar um cardápio como este, o espetáculo por trás de um jantar, mas de verdade, eu queria ter saido com água na boca e louca para voltar. Isto infelizmente não aconteceu!

Intro




Negroni de mandarina y maracuyá

La Partida

La madre se despide. Sus últimos gestos de amor van en la maleta.










Pan, queso, mermelada
Jamón con fruta
Pescado salado, mascarpone, limón
Antipasto de cebolla y alcachofa
Baci salado de ave y avellana


La Travesía

Liguria cada día está más lejos. Cómo serán las tierras del Perú?




 Alpaca atrapada en una pasta



Terrina de cuy, mostarda de frutas del Perú



Papa a la genovesa, leche de piñones, albahaca



La Integración

El Callao los recibe. Dos países se abrazan. Compartiendo, aprendiendo, celebrando...







Pan con chimbombo


Cebicheando por Chucuito



Muchame de bonito, agua de tomate y palta



Chupin Cioppino


 

Concha deshidratadas, caldo de coral, parmesano



El Triunfo 

El tiempo, el sacrificio, el arraigo. Todo dando vida a un mundo nuevo de memoria italiana y corazón peruano.




Aceitunas de bodega


Travessuras de un pastel de acelga


Ñoquis de papa amarilla, lardo, hongos, huacatay


La codorniz y el maiz




Cerdo, chincho, berenjena, manzana


El Retorno

De vuelta a casa. Cargado de regalos y de historias del Perú, la familia escucha y saborea lentamente. Una vez más, el viaje se ha echado a andar.






Betarraga, gorgonzola, balsámico


Casatta de mango, mazapán de sacha inchi

 




As últimas três sobremesas chegaram dentro deste containêr de madeira!


Ele é retirado e ...


 ... esta torre se divide em três partes



Carambola, lúcuma, chirimoya y maiz morado
Tiramisú, cacao peruano
Panetón helado




 Chegamos ao destino final, numa viagem de quase quatro horas!!!
 


 Missão cumprida! 


Aqui acabam meus posts sobre o Peru! Me desculpem a demora em terminar, mas em breve retorno com as receitas!

Até a próxima, Peru!!!!